Visita de estudo a Boticas

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No dia 4 de março, as turmas dos Percursos Vocacionais da Escola Básica de Palmeira realizaram uma visita de estudo a Boticas. Visitaram o Centro de Artes Nadir Afonso, o CEDIEC – Eco Museu e o PAVT – Parque Arqueológico do Vale do Terva.
Destaca-se a visita ao Centro de Artes Nadir Afonso, pelo reconhecimento e importância deste autor no contexto nacional e internacional. A vida de Nadir Afonso consistiu numa devoção ilimitada à arte e à estética.

 

Nadir Afonso | Nota Biográfica

“a arte é, para quem não trabalha as formas, uma essência misteriosa.” 

 

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Nadir Afonso (1920 – 2013)

 

Nadir Afonso Rodrigues nasceu a 4 de dezembro de 1920, em Chaves. Com 17 anos de idade matriculou-se em Arquitetura, na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde acabou por se diplomar. Em 1946 viajou para França onde, na École des Beaux-Arts de Paris, estudou pintura e obteve do governo francês, por intermédio de Cândido Portinari, uma bolsa de estudo. Foi, posteriormente, colaborador do arquiteto Le Corbusier, nomeadamente no projeto da cidade de Marselha (Cité Radieuse), e utilizou durante algum tempo o atelier de Fernand Léger. Em 1952 partiu para o Brasil, onde colaborou com o arquiteto Óscar Niemeyer e em 1954 regressou a Paris, retomando, na Galeria Denise René, o contacto com artistas orientados na procura da arte cinética como, por exempo, Vasarely, Herbin e Mortensen. A pesquisa do sentido do ritmo e a tentativa de recriar o movimento real levou-o a pintar quadros “cinéticos”, frequentemente intitulados “Espacilimitado” (Espacillimité), chegando mesmo a expô-los no Salon des Réalités Nouvelles(1958). No início dos anos 60, regressado a Portugal, a sua geometria passou a sugerir espaços, geralmente citadinos. Por volta de 1965, Nadir Afonso abandona definitivamente a Arquitetura e, tomando consciência da sua falta de adaptação ao meio artístico português, isola-se, dedicando-se integralmente à criação.
Uma característica do seu trabalho é o remanuseamento das obras, que vai alterando ao longo dos anos com o seu amadurecimento teórico. As várias fases de alguns trabalhos estão fixadas no seu livro Les Mécanismes de La Création Artistique, publicado em 1970. Nadir procura, acima de tudo, “a pura harmonia”, utilizando cores puras, que organiza em formas decorativas ou sequências geométricas sugerindo um ritmo ou efeitos óticos.
Morreu em 2013, com 93 anos.

 

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