Descobrir o Kamishibai

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No âmbito da comemoração do Dia Internacional do Livro Infantil, a atividade Descobrir o Kamishibai encontra-se a decorrer em todos os estabelecimentos de educação do 1.º ciclo, durante o mês de abril.

O mês de abril é o mês dos livros, das ilustrações, das histórias e das viagens imaginárias que as mesmas nos proporcionam. A prática de leitura é essencial para a construção do conhecimento e para a formação das crianças e jovens nas várias dimensões da literacia. Entendendo que a leitura e os livros ampliam o conhecimento geral e estimulam a criatividade, o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, no âmbito das comemorações do Dia Internacional do Livro Infantil, encontra-se a promover uma atividade, durante o mês de abril, que envolve o conto de histórias e as suas ilustrações.
A atividade intitulada “Descobrir o Kamishibai”, dinamizada pela professora e ilustradora Susana Leite, consiste na apresentação da história: E tu, gostas de histórias?, da Editora Paulinas, da qual é ilustradora, através do método originário do Japão – o kamishibai.
A intenção desta mobilização é a de apresentar a leitura como uma grande descoberta de prazer e entretenimento, e encontra-se a decorrer em todos os estabelecimentos do 1.º ciclo. A ilustradora, durante as sessões, reforça ainda todo o processo criativo que envolve a ilustração de livros infantis.

Sobre o kamishibai

kamishibai en bici

O Kamishibai é um método de contar histórias que teve origem no Japão. Esta forma de contar histórias tem um apoio visual, que combina o uso de ilustrações com a narração.
O nome vem das palavras Kami (纸), que significa papel, e shibai (芝 居), que significa drama, logo kamishibai significa teatro de papel.
Cada kamishibai é composto por um suporte de madeira em que se colocam cartões que têm ilustrações na frente (que ficam viradas para os espetadores) e texto nas costas (que fica virado para o contador de histórias, para que ele possa ir lendo os diálogos).
Julga-se que tudo teve origem na depressão económica dos anos 1930, quando milhares de desempregados tentaram arranjar uma maneira de ganhar a vida montando um pequeno “palco” na parte de trás das suas bicicletas — que lhes permitia ser contadores de histórias itinerantes e, ao mesmo tempo, vendedores de guloseimas ambulantes. As coisas estão sempre encadeadas umas nas outras, e estes “animadores de leitura” inspiraram-se numa tradição de contar histórias que já vem do séc. IX ou X, quando monges budistas espalhavam a sua religião com a ajuda de narrativas e de rolos ilustrados.

© Agrupamento de Escolas Sá de Miranda - Braga